quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Individualista

Eu quase nunca sei de nada
Nunca tenho hora marcada
Chego sempre atrasada
O meu jeito de ver ao contrário
Às vezes raro e sincero.

Se nunca fujo, é quando fico
Olhando ao céu, o infinito
O mar de estrelas, desenhos em nuvens
E são sempre tão celestes

A intolerância não me assusta,
nada quase me surpreende
não que eu tenha tantos anos
É que evito a ignorância
E odeio deselegância.

sábado, 30 de agosto de 2008

O Mundo Atroz, Veloz e Voraz

Olhos em mentes
Vejo um coração
Dentro de nós.
Dentre os nós
Quero falar-te,
Quero...

Essa vontade,
De gritar meus anseios
Em metrópoles, vilarejos...
Quero falar-te
Quero...

Olhos em mentes,
Por trás de algo mais
Vejo o mundo em assuntos
Quero falar-te
Quero...

Decifrar esse mundo
Banal
Ou talvez até perdido, imundo.
Quero falar-te
Quero...

Este mundo oriundo
de não sei onde.
Quero, apenas quero,
Decifrá-lo Mundo
Em apenas falar-te
Por querer conversar-te,
Mundo atroz, veloz e voraz.

Apenas Leve Brisa

Minhas pequenas folhas
São levadas pelo vento
Onde escreverei,
Onde expressarei
Minha emoção?!

Apenas leve brisa
Bata no meu rosto agora
Mas não leve embora
Minhas pequenas folhas,
Talvez minha inspiração

Apenas leve brisa
Espere um pouco mais
Até que eu termine essas linhas
Mas não leve agora
Minhas folhas vazias

Apenas leve brisa
Não por enquanto vento
Não sem que antes leve
Minha poesia, meu sentimento.
E os espalhe ao tempo.

Retrato Cinza

Velha casa no retrato cinza,
No contraste do preto, branco e poeira.
Tudo o que deixou ainda
Apenas este retrato cinza,
Que desperta o nosso sono?

Velhas cercas e cadeiras
Exemplar de uma revista
Cinzas de um retrato cinza,
Desperta monotonia

Sem tanto um tanto,
Sequer de atenção
Dos vestígios do que foi um dia
Exceto o retrato cinza
Que tanto ainda tem pra falar

Nas fotografias coloridas,
Esqueceu-se o retrato cinza
Apenas este retrato cinza
Que desperta o nosso sono?

sábado, 23 de agosto de 2008

Sereno Desatino

Ao sereno desatino.
Sentada ao chão,
De uma casa sem paredes
Achei no bolso aquela folha,
O poema que escreveu pra mim...

Perdi o último ônibus,
To sem dinheiro, sem condução.
Não vou mais voltar pra casa,
Não por esta madrugada...

Fico aqui com o frio,
Com um poema
E meu sereno desatino.

No verso escrevi uns versos.
Olhos grandes e palavras trêmulas.
Vigio a noite vazia,
O orvalho que esconde a lua.

Lembrei da velha estrada sobre trilhos,
Quando eu andava num trem velho
Contemplava as montanhas e as flores.
Hoje, um tempo belo e obsoleto.

Reticências

Além do mais
Além de tudo
Muito além do meu olhar
Além do sol do nosso mundo
Nesse além um imaginar...

Além dos sonhos
Há um pensamento
Que voa sem fim.
Vai sem rumo, sem destino...
Penso em você
Penso em mim.
Penso em nós...

Um mistério
Que tento entender
Penso em coisas
Em um querer...

Nas reticências
Um sentimento:
A liberdade de um pensamento...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Caminhando em Nuvens

Como um dia depois do outro
O que seria o meu agora?
No presente, nessas horas,
Me apego ao abstrato
Que de tão invisível me vicia,
Em não querer parar de estar agora.

Escrevendo linhas de sentimentos
Sentada no meu banquinho
Coisas belas me vêm à mente,
Coisas que não teriam nada a ver
Se eu não estivesse tão encantada

Estou aqui, mas não aqui
E sim em algum lugar por ai,
Mais quero continuar caminhando em nuvens
Sinto-me tão feliz aqui
Com tudo que sempre sonhei

E é mesmo um sonho
Onde tudo parece perfeito
Mais quero continuar caminhando em nuvens
Até que o daqui a pouco leve tudo embora.

Um milhão de horas e a felicidade

Um milhão de horas,
e passei por tantos lugares
Passei por diversos cantos,
Procurando o que eu procurava

Passei por lugares e espaços
Mais nunca encontrava
Em olhares,
em palavras,
em livros e em escadas

Onde eu estava,
Por esse um milhão de horas?
Procurando o que eu não sabia ao certo
Mas estava perto,
e eu não sabia...

Em tudo que eu busquei
Nos sonhos que projetei
No tédio que eu cansei
Nas flores que eu cortei

Nas noites que eu chorei,
No frio que eu passei
Nos casos que eu vivi
Nas ruas que eu corri

Nos dias que sorri
Nos amigos que criei
Nas horas que perdi
Nos sonhos que realizei.

De tudo se formou
A delirante e perfeita
De nada foi em vão
A mais bela felicidade.

Sentimento Juvenil

Um milhão de horas
Uma fase interessante
Que sejam por alguns minutos
Esse ritmo dissonante

Falo coisas sem sentido
Nem chegando e nem fugindo
Ouvindo o vento passando
Vendo estrelas surgindo

Percorrendo apenas o vento
Chegamos ao mesmo tempo
Onde você estava
Enquanto eu te procurava

Vamos juntos ficar juntos
Falando coisas do nosso mundo
Contando nossas histórias
Lembrando nossas lembranças

Vamos fazer um poema?
Vamos falar sobre felicidade
Escrever sobre um caderno
Sobre amor ou sociedade.