Velha casa no retrato cinza,
No contraste do preto, branco e poeira.
Tudo o que deixou ainda
Apenas este retrato cinza,
Que desperta o nosso sono?
Velhas cercas e cadeiras
Exemplar de uma revista
Cinzas de um retrato cinza,
Desperta monotonia
Sem tanto um tanto,
Sequer de atenção
Dos vestígios do que foi um dia
Exceto o retrato cinza
Que tanto ainda tem pra falar
Nas fotografias coloridas,
Esqueceu-se o retrato cinza
Apenas este retrato cinza
Que desperta o nosso sono?
sábado, 30 de agosto de 2008
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Um comentário:
Os retratos cinzas , empoeirados , habitantes solitários de nossas almas (as lembranças) , são sempre boas visitas em nossos versos .Ótimo poema , parabéns !
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