sábado, 23 de agosto de 2008

Sereno Desatino

Ao sereno desatino.
Sentada ao chão,
De uma casa sem paredes
Achei no bolso aquela folha,
O poema que escreveu pra mim...

Perdi o último ônibus,
To sem dinheiro, sem condução.
Não vou mais voltar pra casa,
Não por esta madrugada...

Fico aqui com o frio,
Com um poema
E meu sereno desatino.

No verso escrevi uns versos.
Olhos grandes e palavras trêmulas.
Vigio a noite vazia,
O orvalho que esconde a lua.

Lembrei da velha estrada sobre trilhos,
Quando eu andava num trem velho
Contemplava as montanhas e as flores.
Hoje, um tempo belo e obsoleto.

Um comentário:

Shirlene disse...

Elaine, poesia para mim é sensibilidade, ser poeta é dom.Já era dom quando no passado tudo era mais poesia no mundo, imagine agora onde o mundo despreza o pensamento e valoriza o ter em detrimento do ser.Parabéns minha linda, continue nessa busca infinita do encontro com a poesia em tudo.Orgulho ver uma jovem que desponta para o pensar o mundo de maneira sútil e ao mesmo tempo ardorosa.Beijo da professora Shirlene